18/07/2008

Doze projetos brasileiros recebem prêmio Idea

Doze projetos brasileiros foram premiados pelo International Design Excellence Award (Idea) 2008, que foi entregue na quinta, 17 de julho, em Washington: cinco com prata e sete com bronze. O designer Fernando Prado,da Lumini, recebeu dois prêmios. Os dois projetos já haviam sido premiados também pelo Museu da Casa Brasileira.

A primeira edição brasileira do prêmio Idea foi realizada este ano e apresentou 53 vencedores no dia 29 de maio. Foram 343 inscrições. Participaram produtos lançados nos dois últimos anos. Uma comissão fez a primeria seleção dos projetos via Internet. Na segunda etapa, um júri composto por 18 pessoas escalou os premiados do Idea Brasil.

Os 53 premiados foram automaticamente inscritos no IDEA internacional, cujo júri, reunido em maio nos Estados Unidos, premiou 12 produtos brasileiros.

A edição internacional é realizada pela IDSA (Industrial Designers Society of America) e os vencedores foram apresentados no dia 17 de julho e divulgados numa edição especial da BusinessWeek, que patrocina o concurso.

Entre os critérios de seleção estão benefícios ao usuário (performance, conforto, segurança, facilidade de uso, interface com o usuário, ergonomia),  benefícios ao cliente (aumento de vendas, penetração no mercado, otimização de custos); benefícios à sociedade (importância do produto, viabilidade econômica, facilidade de fabricação); benefícios ao meio ambiente (uso responsável de materiais e processos durante a vida útil do produto, incluindo durabilidade dos materiais, sua toxicidade, geração e redução de resíduos, e aspectos como eficiência energética, reparos, reuso, reciclagem, sustentabilidade); além de hamronia formal.

Veja a lista de projetos vencedores com respectivos autores, categorias e fotos:

PRATA:

Greencard, de Frederico Gelli e Ricardo Gelli (Ecodesign):


Luminária Super Bossa, de Fernando Prado - Lumini (Produtos Para Casa)


Totem de Luz, de Walen Nogueira Sozua Cruz jr. - Zip Lux (Produtos Comerciais e Industriais)


Lavadora Super Pop, de Marcio Gonçalves - Mueller Plásticos (Produtos Para Casa)


Nebulizador Ultra Alívio, da Questto Design  (Produtos Médicos e Científicos).

 

 

BRONZE:

Pulverizador Agrícola Auto-Propulsionado Parruda, de Marcos Rebben - Design Inverso (Produtos Comerciais e Industriais)


Porta Max Door, da Nó Design (Produtos Para Casa);


Fogão Celebrate Glass Duplo Forno, de Julio Eugenio Bertola - Eletrolux  (Produtos Para Casa);


Linha CUT, de Fernando Prado - Lumini (Produtos Para Casa);


Case para prancha de surfe 3.72, de Jaako Tammela, Sincro Design (Lazer e Recreação);


Calçados Interativos, de Priscila Callegari Leme Duarte - Senai Franca (Pessoais);


Interative Lounge, de Patricia Seixas ( Projetos de Estudantes)


O Idea internacional, que tem 30 anos, foi realizado no Brasil este ano pela primeira vez, em um acordo entre a ONG Objeto Brasil e a Agência Brasileira de Promoção de Exportadores e Investimentos (Apex).
 
Os projetos finalistas serão expostos em Washington, Phoenix, São Paulo, Curitiba, Brasília.

Mara Gama às 14h33

16/07/2008

A casa do Xingu

 

Arquitetura, função social e dimensão simbólica serão aspectos destacados na mostra fotográfica “A Casa Xinguana” que abre dia 26 de julho no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo.

Serão 46 painéis fotográficos com imagens preto e branco feitas pelo antropólogo e fotógrafo Milton Guran nos últimos 30 anos nas aldeias Kamayurá e Kuikuro, no Parque Nacional do Xingu.

Uma maquete e uma representação animada ilustram as etapas construtivas das moradas.

Texto do especialista nas culturas indígenas da Amazônia e antropólogo do Museu Nacional (UFRJ) Carlos Fausto analisa o tema.

Guran expõe seu trabalho fotográico sobre os índios desde 1979. A mais recente foi "Viva Yanomami", em 2005, no Centre Intermondes, La Rochelle, França.

A mostra sobre a casa do Xingu faz parte do núcleo de exposições Projeto Casas do Brasil, implantado em 2006 no MCB, com o objetivo de criar um inventário visual das formas de morar no Brasil.

Em 20 de agosto, haverá debate com Milton Guran, Carlos Fausto e Mutua Mehinaku Kuikuro, presidente da Associação Indígena Kuikuro do Alto Xingu.

O Museu fica na av. Faria Lima, 2705 (tel. 55 11 3032-3727), São Paulo. Visitação: de 27 de julho a 14 de setembro, de terça a domingo, das 10h às 18h.

Mara Gama às 20h56

14/07/2008

Bike-mochila

O designer Chang Ting Jen bombou nas listas, sites, zines e blogs de design com essa idéia no mínimo instigante, que está na International Bicycle Design Competition, com o nome de Backpack Bicycle. A bike é completamente dobrável e vira uma mochila de 60 cm. Pode ser levada para qualquer lugar. Segundo Jen, o protótipo pesa 5,5 kilos e o produto pode ficar ainda mais leve se algumas partes forem desenvolvidas em plástico.

Viajantes e trabalhadores que usam bike para o transporte diário são o público alvo. As vantagens para quem tem problemas para estacionar a magrela ou para quem usa a bike para percursos combinados com trens, metros, barcos e ônibus também são fáceis de perceber.

A bike de Jen ainda parece longe de chegar às lojas, mas é bem mais charmosa que a já existente no mercado. Com preço de US$ 250 (segundo loja online) e feita em alumínio, a outra bike dobrável também pesa pouco, cerca de 12 libras, e já é um adianto na facilidade de transporte em aviões, trens e metrôs em relação às biciletas não-desmontáveis. Mas ainda é um trambolho que tem de ser empurrado e tem rodinhas muito pequenas.

Potencialmente mais leve que as duas outras bikes, está a criada pelo estudante inglês Phil Bridge. É uma bicicleta de papelão. A produção poderia ficar bem muito mais barata, o que dá imediatamente mais pontos na escala dos projetos ecologicamente corretos. Mas ainda há muito a desenvolver no desenho, segundo Bridge. A bike de papelão voltou para a prancheta.


Mara Gama às 21h01

03/07/2008

Pavilhão negro da Croácia

Recebi essas imagens maravilhosas, que foram feitas por Marcelo Negromonte. Ele leu o post sobre as cascatas de Olafur Eliasson em Nova York e acabou de conhecer o pavilhão de Eliasson e David Adjaye na Croácia.

São fotos da obra "Your Black Horizon Art Pavillion", criada para a Bienal de Veneza de junho de 2005 e que está na ilha de Lopud (50 minutos de barco de Dubrovnik), Croácia, até outubro. A paisagem original do local é formada de cipestres, cactus e oliveiras. Os dois artistas foram comissionados pela fundação Thyssen-Bornemisza de Arte Contemporânea.

"É um uma estrutura de madeira com uma grande sala escura, iluminada apenas por uma linha de luz na altura dos olhos (dos meus, pelo menos) que percorre toda a extensão das paredes e muda de cor de acordo com algumas variáveis. A estrutura fica no meio do nada, por onde se chega a pé e com vontade. E nesses dias quentes e ensolarados, a obra é quase o "negativo" do lugar, que é lindo, claro  e com um mar incrível no horizonte. Então você entra numa caixa preta com aquela linha de luz apenas...".

Grazie Mille, Marcelo! 

Mara Gama às 15h49

30/06/2008

O tempo de Olafur Eliasson

Não parece fácil inserir algo significativo na paisagem de Nova York. Quem passar pela cidade até outubro poderá julgar, pois muito provavelmente verá a última obra do multiartista dinamarquês Olafur Eliasson feita para a cidade. Abaixo, imagem da cascata do pier de East River.

Eliasson inaugurou no último dia 26 de junho quatro cascatas artificiais, que bombeiam água do rio e despejam de volta, em quedas do alto de estruturas metálicas. As cataratas foram montadas em quatro pontos: na Governors Island, no ancoradouro do Brooklin e em dois piers do East River, em Manhattan. Abaixo imagem da cascata de Governors Island.

Com o calor de mais de 30 graus do verão, o apelo à visitação é "natural" como a busca de ar, sol e água. A "Time Out", por exemplo, fez um simpático roteiro de piscinas e atrações aquáticas para acompanhar a página que traz dados e o serviço das cascatas de Eliasson. O serviço da revista inclui a lista dos melhores pontos para avistá-las, os tours que permitem boas visões das instalações e dados sobre a obra, com as comparações de praxe. Exemplos:

. As quatro cascatas bombam do rio 35 mil galões de água por minuto. As cataratas de Niagara jorram 35 milhões de galões por minuto;
. O projeto custou US$ 15 milhões. A obra "The Gates", de Christo (no Central Park), custou US$ 21 milhões;.
. A maior das cascatas tem 120 pés; a estátua da Liberdade tem 151 pés.

As instalações funcionam das 7h as 22h. As fotos que você vê aqui foram feitas da Brooklin Bridge, de onde só são visíveis três das cascatas. Acima, a vista lateral da cascata que fica no ancoradouro do Brooklin.

Eliasson acaba de encerrar a maior exposição sua nos Estados Unidos. "Take Your Time", foi dividida em dois grandes espaços: no MoMA (13 obras) e no PS1, centro de arte contemporânea que fica em Long Island, Queens (25 obras), de abril até a segunda, dia 30 de junho.

As cascatas e as duas mostras revelam um artista dos mais prolíficos.

Aos 41, Eliasson já fez mais de 18 mostras importantes nos mais prestigiosos museus e galerias do mundo, desde 2001, e criou 66 grandes projetos.

Apesar do volume e da variedade de formatos, suportes e sistemas, uma das vertrentes mais surpreendentes de seu trabalho está na criação do que se poderia chamar de ambientes de transição sensorial. Pela mudança dos estados, sempre evoca a passagem do tempo.

Os efeitos são muito fortes, impactantes, e sensíveis principalmente em locais fechados, que funcionam como câmeras de experiência.

Assim é o caso de "Take your Time", instalação que consiste num espelho gigante que gira lentamente no teto de uma sala, com uma rotação levemente descentrada. Os visitantes se deitam no chão para se verem no espelho do teto e vão acompanhando vagarosamente algumas distorções visuais de suas próprias imagens. Abaixo, imagem da instalação.

Também é desestabilizante a instalação "Room for one color", que consiste num corredor com lâmpadas monocromáticas que alteram a percepção de cor dos visitantes, tornando tudo amarelado ou preto e branco.

Num caminho semelhante, mas de resultado mais cerebral, está "Beauty", uma instalação de uma cortina de vapor de água que iluminada obliquamente proporciona trasnições de cores diferentes a cada ponto de vista. Abaixo, "Beauty'.

Em quase todas as instalações com luzes coloridas e espelhos, se tem a impressão de enxergar um espaço fluido e ver cores como reações a provocações, por contraste, justaposições, sombras, durações, temperaturas. É como se você visse as cores pela primeira vez "externamente" no mesmo tom que vê quando fecha os seus olhos.

Acima, "Space Reversal".

Segundo curiosa categorização adotada em seu website, seriam os seguintes os seus temas: corpo, cor, dimensões, distância, ambiente, atrito, geometria, paisagem, luz, modelo, movimento, dentro/fora, realidade, som, espaço, coisas, tempo, toque, incerteza, utopia, vibrações/ondas, visão, clima. Parece bom? pouco? muito?


 

Mara Gama às 02h01

28/06/2008

Os sistemas de Buckminster Fuller

Uma exposição no Whitney Museum, de Nova York, apresenta desde o dia 26 de junho e até 21 de setembro o gênio de Buckminster Fuller (1895-1983). Na imagem abaixo, uma geodésica cobre parte da ilha de Manhattan.


Fuller foi um dos maiores "práticos" multidisciplinares do século 20. Transitou entre arquitetura, engenharia e design. Desenvolveu princípios para uma espécie de ética da sustentabilidade, baseada em idéias da matemática e da geometria.            

A enunciação dos seus pensamentos e sistemas seduz mesmo quem não se aprofunde neles, pela impressão de que há, enfim, uma amarração entre os princípios da natureza e algum manejo possível da vida moderna.



Famoso por seus projetos de domos e suas estruturas geodésicas, Fuller acreditava que o planejamento responsável de cada um individualmente e da sociedade organizada poderiam establizar a crise de energia, a falta de área cultivável no mundo, o aquecimento e os problemas ambientais que já antevia desde os anos 1950/1960.


Professor de artistas como John Cage, Merce Cunninghan e Willem de Kooning, Fuller inspirou grande parte do movimento ecológico americano e até hoje é referência de estudo para as idéias de arquitetura e projetos auto-sustentáveis. Escreveu mais de 20 livros.


Já em meados dos anos 1920, começou a abordar o problema da moradia, projetando sistemas de pré-fabricação e produção. Ativista e divulgador de suas idéias e projetos, chegou a reproduzir e distribuir duzentas cópias mimeografadas de seu manifesto 4D Time Lock, visão radical de um novo tipo de construção em série de baixo custo. O sistema 4D depois passou a se chamar Dymaxion. Dymaxion é a junção de dynamic, maximum e ion. O termo foi criado pelo publicitário Waldo Warren, depois que Warren ouviu a descrição de Fuller sobre o sistema. Fuller aplicou então o nome para o sistema todo.


Posteriormente, no fim dos anos 1940, Fuller criou a Standard of Living Package, um projeto de pré-fabricação de todo o miolo da casa -paredes, louças sanitárias, divisórias- que poderiam ser montadas, moldadas e depois empacotadas para serem transportadas em containers. Depois seriam planificadas, desdobradas e construídas por toda parte. A cobertura do sistema previa uma geodésica. Fuller morou, com a mulher, numa casa geodésica por 11 anos, de 196o a 1971.


Abaixo um vídeo com o carro criado por Fuller.

O único exemplar do carro Dymaxion, com três rodas, de 1933, que você já deve ter visto em muitas publicações e livros de história do design, está na exposição do Whitney.


Também estão modelos das geodésicas, de secções de sua estruturas, incluindo também um modelo do sistema Tensegrity, desenvolvido pelo aluno de Fuller Kenneth Snelson.

A exposição também traz maquete de um conjunto de habitação flutuante, para áreas litorâneas, de 1967; maquete da Wichita House, da Dymaxion Deployment Units (DDu), croquis, desenhos e planos para o Dymaxion Air Ocean World Map;  projeto e material de aprsentação do World Game, jogo educativo sobre a alocação de recursos globais, produzido em 1969, e uma curiosa linha do tempo, em que Fuller acompanha os eventos de sua vida em paralelo com as grandes invenções, os governos americanos, a situação da energia no planeta.



 


Para quem se interessa pelo personagem e o assunto, o site da fundação   é um ótimo começo.
De lá vieram as fotos deste post.


 

Mara Gama às 12h27

22/06/2008

Murmúrios nos muros


Desde que, em 2005, uma lei vetou as pixações em Barcelona, os grafiteiros locais se uniram em grupos para defender seus espaços de atuação e encontrar grafiteiros de outras cidades e países.

Uma das associações mais ativas da cidade é a dos "Vaqueros de Barcelona", coletivo de 30 artistas. Criada pelo diretor de arte dinamarquês Anthon Maxus Christophersen e pelo produtor cultural catalão Marc Mascot I Boix, a trupe  "Vaqueros de Barcelona" batalha por locais para pixações autorizadas ali e em outras cidades européias, faz exposições em galerias, festas-hapennings para dividir com o público o momento das pixações e documenta as ações de seus artistas em vídeo. Abaixo, desenhos do artista plástico Renato Lins, o Dedé, baiano radicado em Barcelona, para a obra Mur Murs.

Mesmo com a celebração do grafitti em galerias e no circuito de arte - cujo exemplo mais recente é a exposição na Tate Modern, de Londres - os "Vaqueros de Barcelona" continuam atuando, segundo eles mesmos dizem, em clima de faroeste, daí o nome da associação, que já tem sua subsidiária em Lisboa: os Vaqueiros de Lisboa. .

A mais recente ação autorizada dos "Vaqueros de Barcelona" foi a pintura de um terminal de ônibus em Minorca. O nome do festival de arte de rua que celebrou a pintura do terminal é Mur Murs, que quer dizer "muros muros" e, ao mesmo tempo, "murmúrios". Abaixo, imagens do artista Borgo, para o Mur Murs.

Aqui abaixo, vídeo do produtor "Justin Credible" sobre o Mur Murs.

Aqui abaixo, imagens de um dia de pintura dos "Vaqueros de Barcelona" no Raval, bairro de vida cultural intensa em Barcelona. 

 

 

Mara Gama às 19h59

13/06/2008

Um Norman Foster para os elefantes indianos da Dinamarca

O Zôo de Copenhagem é a instituição mais visitada da Dinamarca: recebe cerca de 1,2 milhão de visitantes por ano. Fica no parque histórico da cidade, na mesma área do Fredriksberg Palace, e acaba de ganhar uma nova atração muito bacana: uma casa nova para os elefantes indianos, desenhada pelo escritório do arquiteto britânico Norman Foster. A casa nova foi inaugurada no último dia 10 de junho, com pompa e circunstância - o que no reino da Dinamarca significa a presença dos príncipes.

A nova ala, que ocupa 10% de toda a área do zôo, reestrutura uma antiga unidade erguida em 1914.

Foi um salto na qualidade - e no estilo - de vida dos elefantes. O antigo nicho era uma estrutura que copiava um templo grego, sem espaço para os bichos se moverem ou brincarem, com piso de brita, pedra e concreto.

É o primeiro projeto da Foster + Partners, fundada em 1967, para zôos. Segundo a descrição do projeto feita pelo escritório, a nova casa dos elefantes realiza três programas: provê um ambiente estimulante para os animais, recriando a atmosfera do seu habitat natural; dá acesso facilitado para o público desfrutar da visão e da proximidade dos bichos e consegue conectar visual e estruturalmente o zôo ao parque onde ele está inserido.

O projeto, que durou quatro anos, contou com estudo sobre o comportamento dos elefantes na natureza e, talvez, algum romantismo imaginativo, como por exemplo a decisão de usar a cor terracota para as estruturas verticais que servem de isolamento entre os animais e o público, provavelmente pela similaridade com as cores da paisagem da Índia. 

Na composição das áreas de "playground", foi utilizada areia. Uma piscina de 3 metros de profundidade e 60 metros de extensão é uma das grandes atrações externas.

Como muitos projetos "para humanos" de Foster, foram erguidas duas estruturas em domos. Um deles com 45 x 23 metros e o outro com 30 x 15 metros, este menor para abrigar machos briguentos em época de hormônios ativados.

Com cobertura transparente, os domos permitem a percepção das mudanças de luminosidade. Na cobertura, foram aplicadas imagens de folhas, que simulam sombras das copas de árvores.

As áreas cobertas ficam abertas para o ir e vir dos bichos, que podem passar a noite todos juntos, caso queiram.

"Foi um prazer trabalhar no projeto. Os especialistas nos disseram que os elefantes estão mais felizes e começaram a comer melhor e brincar como nunca", disse John Jennigns, o arquiteto da Foster + Partners que esteve à frente do projeto, para a divertida reportagem de Jonathan Glancey para o Guardian, com fotos de Lina Ahnoff. Na reportagem, Glancey faz duas listas de marcos da arquitetura de zôos: a lista dos projetos que são divertidos para os humanos e não tanto para os bichos e a lista dos projetos que são corretos para ambos.  Para quem conhece e adora zôos, é uma imperdível leitura!

Norman Foster, um dos mais prestigiosos arquitetos europeus, foi prêmio Pritzker de 1999, e seu escritório tem atuação internacional para grandes empreendimentos, estádios, instituições culturais, governos. Dois exemplos marcantes de Foster na paisagem européia são o Reichstag, em Berlim, e o City Hall, em Londres. Abaixo, duas imagens do Reichstag, em Berlim.

 


       


A novo zôo amplia para o reino animal a filosofia do escritório: "Foster + Partners has always been guided by a belief that the quality of our surroundings has a direct influence on the quality of our lives, whether that is in the workplace, at home or in the public realm." Abaixo, foto do City Hall, de Londres.


Mara Gama às 20h29

12/06/2008

Padrão geométrico para bancos de trens e elétricos de Londres


Em setembro, os assentos de trens e eltéricos de Londres vão receber novos tecidos, criados pela dupla de designers têxteis Harriet Wallace Jones e Emma Sewell.

O novo padrão foi mostrado neste dia 12 de junho no Museu de Transportes de Covent Garden. Também será usado na comunicação visual e em presentes da lojiha do museu.

A estampa geométrica trabalha com duas versões de apenas quatro cores, mas a justaposição de várias secções com sequências diferentes causa uma impressão de uma paleta bem mais variada. 

As meninas do estúdio Wallace-Sewell são bem conhecidas pelas criações de mantas, mantôs e cachecóis no Reino Unido. Já projetaram também interiores de hotéis em Barcelona e nos Estados Unidos. Talvez você já tenha visto um original ou uma imitação passeando no pescoço de alguém ou esquentando uma caminha.

 

Mara Gama às 18h21

09/06/2008

Passos que iluminam


A movimentação estrutural causada pelos passos dos 34 mil viajantes e transeuntes que circulam por hora pela Victoria Station, de Londres, pode acender 6,5 mil lâmpadas.

Estes são os cálculos divulgados pelos engenheiros britânicos que estão planejando a criação de sistemas captadores, geradores e armazenadores de energia que devem ser instalados sob os pisos de supermercados, shoppings, estações e locais de grande circulação.

Além da energia gerada pela movimentação estrutural causada pela circulação de gente, o sistema poder absorver e transformar o impacto da movimentação de trens e veículos e teoricamente pode ser usado em qualquer lugar.

A notícia foi publicada pelo "Times" dia 8 e hoje replicada por vários blogs. No "Core77", o blogueiro William Bostwick propõe que a idéia seja amplificada para as pistas de dança, de onde vem a inspiração dos pisos iluminados pelo movimento.

Liver pensar é só pensar, imagine como as academias de ginástica poderiam absorver e usar a "tração animal" dos frequentadores. Pelo menos para moer cereais das barrinhas consumidas pelos alunos, talvez já desse para o gasto.

Mara Gama às 19h31

05/06/2008

Perspectivas do Design

Segunda, dia 9 de junho, acontece o útlimo encontro do curso Rumos e Perspectivas do Design, com a jornalista e curadora especializada em design Adélia Borges, na Escola São Paulo. O curso começou em maio, mas é possível fazer aula avulsa.

Adélia Borges foi diretora da Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, editou a revista "Design & Interiores", foi colunista da "Gazeta Mercantil" e curadora de mostras como “Uma História do Sentar”, no Museu Oscar Niemeyer, “Kumuro, Bancos Icolunistandígenas da Amazônia”, no Carreau du Temple, em Paris. Entre seus livros estão “Designer não é Personal Trainer” e "Sergio Rodrigues". 

A Escola São Paulo fica na rua Augusta, 2239. Mais informações no site.

Mara Gama às 23h16

Prêmio Objeto Brasileiro

Até 30 de junho, estão abertas as inscrições para o Prêmio Objeto Brasileiro organizado pela Casa, museu do objeto brasileiro (www.acasa.org.br).

O prêmio pretende ser bienal.

Segundo os organizadores, o objetivo é destacar produção artesanal e design contemporâneo nas categorias: Objeto de Produção Autoral, Objeto de Produção Coletiva, Ação Sócio-Ambiental e Novos Projetos. Os prêmios vão de R$ 2 mil, para novos projetos, até R$ 10 mil, ara 1 lugar em Ação sócio-ambiental.

Regulamento e ficha de inscrição estão no site

Mara Gama às 22h39

Designers de interiores fazem congresso

De 11 a 13 de junho os designers de interiores se reúnem em São Paulo para discutir modelos de atuação profissional, administração, ética profissional, marketing, direitos do consumidor, contratos e design para a era digital no Conad, Congresso Nacional de Design de Interiores.

Representantes de associações de designers da Itália, da Argentina e da Holanda participam do debate de abertura.

O evento será realizado na Câmara Americana de Comércio, da rua da Paz, 1431. Mais informações no site

Mara Gama às 22h23

03/06/2008

Conversa de Salão

Nesta quarta, dia 4, 20h30, conversa sobre os Salões de Milão na loja-ateliê Ovo. Fica na rua Gomes de Carvalho, 830. Apareça! 

Mara Gama às 16h23

Reparação poética da natureza

 

Fica em cartaz até 26 de junho, na galeria 3 do Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador, a exposição "Abracadárvore", da artista portuguesa Gabriela Albergaria.  A foto acima, de Thiago Felix, mostra a exposição.

Gabriela participou do Programa de Residências Artísticas do Museu de Arte Moderna (MAM) de Salvador, Bahia. A artista fez um workshop em maio com 20 estudantes do Colégio Ipiranga, sobre as técnicas que usa em seu trabalho de "recomposição de árvores", uma montagem mecânica com partes de árvores distintas.

Formada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, em Portugal, fez residências artísticas em Paris e Berlim e já fez exposições em São Paulo, no Canadá e na Espanha.

 

Mara Gama às 16h20
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