18/07/2008

Doze projetos brasileiros recebem prêmio Idea

Doze projetos brasileiros foram premiados pelo International Design Excellence Award (Idea) 2008, que foi entregue na quinta, 17 de julho, em Washington: cinco com prata e sete com bronze. O designer Fernando Prado,da Lumini, recebeu dois prêmios. Os dois projetos já haviam sido premiados também pelo Museu da Casa Brasileira.

A primeira edição brasileira do prêmio Idea foi realizada este ano e apresentou 53 vencedores no dia 29 de maio. Foram 343 inscrições. Participaram produtos lançados nos dois últimos anos. Uma comissão fez a primeria seleção dos projetos via Internet. Na segunda etapa, um júri composto por 18 pessoas escalou os premiados do Idea Brasil.

Os 53 premiados foram automaticamente inscritos no IDEA internacional, cujo júri, reunido em maio nos Estados Unidos, premiou 12 produtos brasileiros.

A edição internacional é realizada pela IDSA (Industrial Designers Society of America) e os vencedores foram apresentados no dia 17 de julho e divulgados numa edição especial da BusinessWeek, que patrocina o concurso.

Entre os critérios de seleção estão benefícios ao usuário (performance, conforto, segurança, facilidade de uso, interface com o usuário, ergonomia),  benefícios ao cliente (aumento de vendas, penetração no mercado, otimização de custos); benefícios à sociedade (importância do produto, viabilidade econômica, facilidade de fabricação); benefícios ao meio ambiente (uso responsável de materiais e processos durante a vida útil do produto, incluindo durabilidade dos materiais, sua toxicidade, geração e redução de resíduos, e aspectos como eficiência energética, reparos, reuso, reciclagem, sustentabilidade); além de hamronia formal.

Veja a lista de projetos vencedores com respectivos autores, categorias e fotos:

PRATA:

Greencard, de Frederico Gelli e Ricardo Gelli (Ecodesign):


Luminária Super Bossa, de Fernando Prado - Lumini (Produtos Para Casa)


Totem de Luz, de Walen Nogueira Sozua Cruz jr. - Zip Lux (Produtos Comerciais e Industriais)


Lavadora Super Pop, de Marcio Gonçalves - Mueller Plásticos (Produtos Para Casa)


Nebulizador Ultra Alívio, da Questto Design  (Produtos Médicos e Científicos).

 

 

BRONZE:

Pulverizador Agrícola Auto-Propulsionado Parruda, de Marcos Rebben - Design Inverso (Produtos Comerciais e Industriais)


Porta Max Door, da Nó Design (Produtos Para Casa);


Fogão Celebrate Glass Duplo Forno, de Julio Eugenio Bertola - Eletrolux  (Produtos Para Casa);


Linha CUT, de Fernando Prado - Lumini (Produtos Para Casa);


Case para prancha de surfe 3.72, de Jaako Tammela, Sincro Design (Lazer e Recreação);


Calçados Interativos, de Priscila Callegari Leme Duarte - Senai Franca (Pessoais);


Interative Lounge, de Patricia Seixas ( Projetos de Estudantes)


O Idea internacional, que tem 30 anos, foi realizado no Brasil este ano pela primeira vez, em um acordo entre a ONG Objeto Brasil e a Agência Brasileira de Promoção de Exportadores e Investimentos (Apex).
 
Os projetos finalistas serão expostos em Washington, Phoenix, São Paulo, Curitiba, Brasília.

Mara Gama às 14h33

16/07/2008

A casa do Xingu

 

Arquitetura, função social e dimensão simbólica serão aspectos destacados na mostra fotográfica “A Casa Xinguana” que abre dia 26 de julho no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo.

Serão 46 painéis fotográficos com imagens preto e branco feitas pelo antropólogo e fotógrafo Milton Guran nos últimos 30 anos nas aldeias Kamayurá e Kuikuro, no Parque Nacional do Xingu.

Uma maquete e uma representação animada ilustram as etapas construtivas das moradas.

Texto do especialista nas culturas indígenas da Amazônia e antropólogo do Museu Nacional (UFRJ) Carlos Fausto analisa o tema.

Guran expõe seu trabalho fotográico sobre os índios desde 1979. A mais recente foi "Viva Yanomami", em 2005, no Centre Intermondes, La Rochelle, França.

A mostra sobre a casa do Xingu faz parte do núcleo de exposições Projeto Casas do Brasil, implantado em 2006 no MCB, com o objetivo de criar um inventário visual das formas de morar no Brasil.

Em 20 de agosto, haverá debate com Milton Guran, Carlos Fausto e Mutua Mehinaku Kuikuro, presidente da Associação Indígena Kuikuro do Alto Xingu.

O Museu fica na av. Faria Lima, 2705 (tel. 55 11 3032-3727), São Paulo. Visitação: de 27 de julho a 14 de setembro, de terça a domingo, das 10h às 18h.

Mara Gama às 20h56

14/07/2008

Bike-mochila

O designer Chang Ting Jen bombou nas listas, sites, zines e blogs de design com essa idéia no mínimo instigante, que está na International Bicycle Design Competition, com o nome de Backpack Bicycle. A bike é completamente dobrável e vira uma mochila de 60 cm. Pode ser levada para qualquer lugar. Segundo Jen, o protótipo pesa 5,5 kilos e o produto pode ficar ainda mais leve se algumas partes forem desenvolvidas em plástico.

Viajantes e trabalhadores que usam bike para o transporte diário são o público alvo. As vantagens para quem tem problemas para estacionar a magrela ou para quem usa a bike para percursos combinados com trens, metros, barcos e ônibus também são fáceis de perceber.

A bike de Jen ainda parece longe de chegar às lojas, mas é bem mais charmosa que a já existente no mercado. Com preço de US$ 250 (segundo loja online) e feita em alumínio, a outra bike dobrável também pesa pouco, cerca de 12 libras, e já é um adianto na facilidade de transporte em aviões, trens e metrôs em relação às biciletas não-desmontáveis. Mas ainda é um trambolho que tem de ser empurrado e tem rodinhas muito pequenas.

Potencialmente mais leve que as duas outras bikes, está a criada pelo estudante inglês Phil Bridge. É uma bicicleta de papelão. A produção poderia ficar bem muito mais barata, o que dá imediatamente mais pontos na escala dos projetos ecologicamente corretos. Mas ainda há muito a desenvolver no desenho, segundo Bridge. A bike de papelão voltou para a prancheta.


Mara Gama às 21h01
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Mara Gama é jornalista com especialização em design.

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