09/09/2008

Triptyque no pavilhão da França em Veneza

acima, prédio de escritórios da Triptyque na rua Harmonia, em São Paulo

Instalado no Brasil desde 2000 e formado por arquitetos vindos da Escola de Belas Artes de Paris, o escritório Triptyque vai expor dois projetos no pavilhão da França (cujo nome brinca com generosidade, gênero e cidade, “GénéroCité”), durante a 11ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza.

A curadoria do pavilhão “GénéroCité” ficou a cargo do coletivo French Touch, que diz ter orientado sua seleção por projetos que privilegiam “o generoso sobre a genérico”. Entre os arquitetos com projetos no pavihão estão Renzo Piano, Richard Rogers, Oscar Niemeyer, Christian De Portzamparc, Jean Nouvel & Jean-Marc Ibos, Massimiliano Fuksas, Dominique Perrault e Zaha Hadid.

acima, fachada com as janelas abertas do prédio de escritórios da Triptyque na rua Harmonia

Os projetos são de prédios em construção. Um deles é de um edifício residencial (na rua Fidalga) e outro de escritórios, na rua Harmonia, com paredes irrigadas por água reciclada.

acima, sistema de irrigação da parede verde, que usa água recolhida das chuvas, no prédio de escritórios da rua Harmonia

Fazem parte do Triptyque os arquitetos Greg Bousquet, Carolina Bueno, Guillaume Sibaud e Olivier Raffaelli. Em São Paulo, já fizeram, entre outros projetos, os da sede da agência Loducca e da loja MiCasa, nos jardins.

acima, fachada em ondas da agência de publicidade criada pela Triptyque

Se quiser mais informações sobre o projeto da rua Harmonia, leia "Lá em casa no escritório", reportagem que publiquei em 31/08/2007 na Folha.

Mara Gama às 08h39

"Em casa" no mundo - Novas utopias da Arquitetura em Veneza

Começa no domingo, 14 de setembro, a 11ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza. A mostra quer encorajar a experimentação, através da exposição de estruturas efêmeras. Em pauta, a invenção de novas utopias.

"Out There: Architecture Beyond Building" é dirigida por Aaron Betsky, diretor do Instituto Holandês de Arquitetura de Roterdã (Netherlands Architecture Institute - NAI) e do Museu de Arte de Cincinnati (EUA).

A mostra terá instalações realizadas especialmente para o local (site specific), manifestos de intenções, cenários utópicos, trabalhos esperimentais de jovens arquitetos e de cinco "Mestres da Experimentação": Frank Gehry, Herzog & de Meuron, Morphosis, Madelon Vriesendorp, Zaha Hadid e Coop Himmelb(l)au.

Além da mostra principial, há 56 representações nacionais com areas expositivas, entre elas a do Brasil.

Segundo o Betsky, a mostra pretende revelar que a arquitetura não é apenas o ato de construir, mas o modo de pensar e falar sobre os edifícios, representá-los e realizá-los, dar forma e oferecer alternativas críticas para o ambiente humano.

"Na verdade, os edifícios não são o bastante. São o túmulo da arquitetura, o que resta do desejo de construir um outro mundo, melhor e aberto a outras possibilidades diferentes das cotidianas. Concretamente, a arquitetura é aquilo que nos permite sentir 'em casa' no mundo", disse Betsky, na Aula Magna que lançou a 11ª Mostra na Universidade La Sapienza, de Roma.

Segundo Betsky, a mostra "não quer apresentar edifícios já existentes ou propor soluções abstratas para problemas sociais, mas quer ver se a arquitetura, experimenando na e sobre a realidade, pode oferecer formas concretas e imagens sedutoras".

No sábado, 13, serão entregues quatro Leões de Ouro:  melhor projeto da mostra "Out There", melhor projeto para arquiteto jovem da mostra "out There", melhor projeto nas participações nacionais e um Leão de Ouro para conjunto da obra.

Mara Gama às 07h35
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Mara Gama é jornalista com especialização em design.

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