A 2ª Bienal Brasileira de Design tem programação especial dedicada a estudantes da área, empresas e designers.
A Ação Educativa, responsável pelas visitas guiadas ao público, foi organizada com estudantes da Universidade de Brasília (UnB) e do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB).
Senai e Sebrae orientam as Clínicas de Design, para promover a interação entre designers e empresas.
Seguem endereços e contatos:
2ª Bienal Brasileira de Design
8 de outubro a 5 de novembro
Visitação: terça a domingo, das 9h às 19h
Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (Esplanada dos Ministérios)
Entrada Franca
Informações: (61) 3329.2113
www.bienalbrasileiradedesign.com.br
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Ação educativa – visitas guiadas
(61) 3349 8124 ou pchave@gmail.com
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Design Innovation Labs - seminários
de 21 a 24 de outubro, das 8h30 às 13h00
Local: Auditório do Museu Nacional
Inscrições: http://www.bienalbrasileiradedesign.org.br
Temas: Branding e Design (21/10)
Gestão do Design (22/10)
Design na Era Globalizada (23/10)
Future Concept Labs (24/10)
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Clínicas de Design – atendimento a empresas
23 e 24 de outubro
Local: Auditório 2 do Museu Nacional
Inscrições: mbc@capacita.com.br ou (51) 3061.3000
Temas: Vestuário e mobiliário
Começa nesta quarta, 8 de outubro, e vai até 5 de novembro a 2ª Bienal Brasileira de Design, no Museu Nacional Honestino Guimarães, em Brasília.
A primeira edição da Bienal foi realizada em junho de 2006, na OCA do Parque Ibirapuera, em São Paulo, e foi visitada por 35 mil pessoas.
Com curadoria de Fábio Magalhães e Auresnede Pires Stephan, a Bienal abriga vários núcleos expositivos. "São centenas de objetos que mostram a diversidade da produção de design no Brasil, em utensílios domésticos, mobiliário, jóias, equipamentos médico-hospitalares", afirma Magalhães. "Os produtos são articulados de modo orgânico e procurando dar ao visitante uma visão rica", diz Magalhães.
Em um dos módulos, curadoria de Adelia Borges selecionou objetos representativos da trajetória de dois grandes designers brasileiros atuantes na indústria: José Carlos Bornancini e Nelson Ivan Petzold.
A 2ª Bienal é uma parceria entre o Movimento Brasil Competitivo, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e o governo do Distrito Federal
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Entrevista com Fábio Magalhães:
Por que fazer uma Bienal de Design em Brasília?
Em primeiro lugar, pela proximidade com as entidades governamentais, possibilitando assim uma visibilidade da produção nacional, o que é um aspecto político. Em segundo lugar. a cidade emblemática do futuro do Brasil e que une a arquitetura e o design contemporâneo. E em terceiro, sair um pouco do eixo Rio-São Paulo, dando ao evento o caráter itinerante, quem sabe uma próxima edição em outra capital brasileira.
As mostras desta edição serão montadas em alguma outra cidade?
Esta edição será somente em Brasília.
O que mudou em relação à primeira Bienal de Design?
A primeira teve um caráter histórico retrospectivo, apresentando as várias décadas - desde 1900 até os anos 2000. Nesta 2a. edição, há uma reflexão da produção atual, das novas tecnologias, dos processos de produção industrial regional, aliada a um primeiro mapeamento da produção criativa nacional. Poderemos observar nesta edição a atuação dos vários órgãos de fomento no setor do design nacional.
Como foram selecionados os projetos participantes da Bienal? Eles são provenientes de ateliês independentes? fábricas? escolas?
Foram consultados os mais diversos órgãos promotores tais como centros de Design, revistas especializadas, os resultados de concursos nacionais e internacionais onde nossos designers participaram e foram premiados e ou selecionados. Levamos em consideração a forma, a função, o grau de inovação e o valor agregado ao produto. Foi um trabalho de consulta e verificação in loco, no Instituto Nacional de Tecnologia (Rio de Janeiro), no Centro de Design de Minas Gerais, em instituições de ensino, no Imaginário Pernambucano, no Centro de Design do Paraná entre outros, nas cidades de Curitiba, Rio de Janeiro, Campina Grande, Recife, Brasília, São Paulo, Manaus entre outras.
Os objetos que estão na Bienal obedecem a algum critério de data de produção?
Estabelecemos o princípio da criação nos dois últimos anos, no entanto, deixamos em aberto alguns casos especiais, que consideramos relevantes. Aproximadamente 20%, quando muito.
Como foi planejada a mostra internacional?
A mostra internacional homenageia o design italiano que influenciou muito o design brasileiro (principalmente depois da década dos anos 60) e que atualmente tem produzido e divulgado produtos brasileiros.
Também haverá uma homenagem especial a Sambonet, que esteve no Brasil no final dos anos 40 e início dos 50, trabalhando com Bardi e Lina na implantação do Masp. Sua presença foi marcante influenciando o design brasleiro e, ao mesmo tempo, levou para Itália uma forte influência da cultura e da natureza brasileira.

Enquanto os números do mundo parecem derreter nos índices das bolsas, uma das maiores empresas de incorporação e construção do planeta, a Nakheel, anunciou no domingo, 5, em Dubai, Emirados Árabes, a construção de uma megatorre que deverá bater o recorde mundial de altura.
Os números de Dubai são todos altos.
A previsão é que a construção dure 10 anos. O megacusto do projeto não foi revelado durante o megalançamento do domingo.

A torre será o centro do complexo portuário projetado pela Nakheel, que envolve a construção de três ilhas artificiais no primeiro porto interior do mundo. As ilhas aumentam a costa dos Emirados de 70 para 100 quilômetros. Uma rede de trens e barcos deve suplantar o uso do automóvel na região.

A nova torre terá um quilômetro de altura, mais de 200 andares e vai deixar em segundo lugar a Bruej Dubai, ainda em construção, que tem 818 metros.
Na parte mais alta da torre, está prevista a construção de um hotel de luxo, com 3,5 mil quartos.
Segundo cálculo inicial, serão necessários 500 mil metros cúbicos de cimento para a construção da megatorre. Cerca de 30 mil trabalhadores de vem fazer parte da construção.
Por causa da altura, a previsão é que haja cinco microclimas no prédio, com uma variação de 10 graus de temperatura entre topo e térreo.
O projeto prevê que quatro edifícios e uma base circular sirvam de apoio à torre central. 40 outras torres, com alturas variando entre 20 e 90 andares (250 metros a 350 metros), devem ser erguidas nas cercanias.
Para quem gosta de extravagâncias numéricas comparativas, segundo a empresa, se as barras de aço fossem colocadas em linha teriam o equivalente à distância entre Dubai e Nova York.
O Nakheel Harbour and Tower terá 270 hectares. Serão 250 mil metros quadrados para hotéis e moradias, e cerca de 950 mil metros quadrados ao comércio, com jardins, parques e canais.
Ao final da construção, o complexo deve abrigar casas e escritórios para 100 mil pessoas.
Serão 19 mil apartamentos residenciais e haverá 10 mil vagas de estacionamento
A construtora afirma que o prédio terá elementos da arte islâmica inspirados na Alhambra, de Granada (Espanha), no porto de Alexandria, no Egito, no passeio marítimo de Tanger, no Marrocos, e nas pontes de Isfahan, no Irã.
Com vagas esgotadas para suas conferências, o maior congresso de design da América Latina, P&D - Pesquisa e Desenvolvimento em Design, começa nesta quinta, dia 8, e vai até dia 11 em São Paulo.
Realizado a cada dois anos desde 1994, o P&D é um canal de divulgação e discussão sobre o avanço do conhecimento em pesquisa aplicada, pesquisa básica e ensino do design.
O congresso será realizado no Centro Universitário Senac. Tem painéis sobre os trabalhos acadêmcios e iniciação científica, é oportunidade de encontro entre estudantes da área e terá como conferencistas nomes de destaque da pesquisa em design. Veja a lista de conferencistas da área:
* Anantpuram G Rao, professor do Industrial Design Centre e fundador do Bamboo Studio;
* Anna Meroni, arquiteta, designer, doutora e pesquisadora do Departamento IDACO do Politécnico de Milão;
* Catherine Dixon, doutora pela Open University, designer, pesquisadora, professora e curadora do Central Lettering Record;
* Charles Bezerra, doutor pelo Institute of Design do Illinois Institute of Technology e responsável pela área de Consumer Experience Design da Motorola/América Latina;
* Greg Votolato, arquiteto pela Rhode Island School of Design e autor de "Transport Design: A Travel History" (Reaktion Books, 2007);
* Rafael Cardoso, doutor em História da Arte e autor de "Uma Introdução à História do Design" (Edgard Blücher) e da coletânea de textos de Villém Flusser "O mundo codificado" (Cosac Naify, 2005), entre outros.
O Centro Universitário Senac - Campus Santo Amaro fica na av. Eng. Eusébio Stevaux, 823, zona sul de São Paulo.
Fernando e Humberto Campana vão receber o prêmio designer do ano na Design Miami 2008, que acontece de 3 a 6 de dezembro na cidade americana.
"Seus alegres e exuberantes trabalhos incorporam objetos descartados, numerosas referências da cultura sofisticada e da cultura da rua e um amoroso e franco comentário sobre seu país", justificou Ambra Medda, a diretora do evento.
Os Campana devem expor no evento a instalação Diamantina, que usa cristais de ametista em uma estrutura que cria "ilhas" de formas orgânicas, e onde os visitantes são encorajados a sentar e interagir, de forma sutil. Seria um experimento que inspira a atitude meditativa, segundo informa o boletim da Design Miami.
"É nossa jornada ao centro da Terra, como no livro de Julio Verne", segundo definição dos Campana.
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Mara Gama é jornalista com especialização em design.