13/07/2009

Burle Marx no MAM de SP

 

 desenho de 1929

 aterro do Flamengo, foto de Marcel Gautherot

projeto para o Palácio Capanema, 1938, Rio

projeto para o Ibirapuera, 1953, São Paulo


Depois de uma temporada de quatro meses no Paço Imperial, no Rio, a exposição "Roberto Burle Marx 100 anos: a permanência do instável" chega ao Museu de Arte Moderna de São Paulo no próximo dia 16 de julho. É uma grande oportunidade para conhecer um dos mais interessantes e polivalentes artistas brasileiros.


Roberto Burle Marx (1909-1994) tinha formação na pintura (foi aluno de Portinari na Escola de Belas Artes, no Rio) e foi pintor, ceramista, muralista, cenógrafo. Interessado em botânica, catalogou várias espécies brasileiras. Seu legado mais importante é a invenção do paisagismo moderno, com a valorização pictórica, geométrica e volumétrica de composições com água, vegetação e elementos esculturais e a exploração expressiva das plantas tropicais.


É autor de grandes projetos paisagísticos que desenharam o urbanismo dos anos 40, 50 e 60 no Brasil. Entre os grandes projetos públicos mais conhecidos no páis estão o Parque do Flamengo, no Rio; o Parque Ibirapuera, em São Paulo; os Jardins da Pampulha, em Belo Horizonte; as calçadas da avenida Atlântica, no Rio. Em Paris, assinou os jardins do prédio da Unesco e do Centro Georges Pompidou.


A exposição do MAM terá 180 peças entre pinturas em várias técnicas, desenhos, plantas e croquis, cenários, figurinos, decoração, documentos e filmes.


“Roberto Burle Marx 100 anos: a permanência do instável”
Curadoria: Lauro Cavalcanti
Abertura: 16 de julho de 2009, a partir das 20h
Visitação: 17 de julho a 13 de setembro de 2009
Endereço: Parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 3)
Horários: Terça a domingo e feriados, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h)
Ingresso: R$ 5,50

Mara Gama às 20h24
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Mara Gama é jornalista com especialização em design.

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