14/11/2009

23 º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira

atualizado em 16/11/09

 

Serão entregues no dia 24 de novembro os prêmios da 23º edição da mais importante premiação para o design no Brasil, o prêmio do Museu da Casa Brasileira.

Cesto de compras Smarkt, de Chelles & Hayashi Design, primeiro lugar em utensílios

 

A exposição dos premiados e selecionados, com 56 peças, começa dia 25, no museu. O projeto expográfico é do arquiteto Marcelo Ferraz.

Este ano foram recebidas 576 inscrições. Em Mobiliário, foram 203 inscrições e 106 em protótipo; em Utensílios, 48 e 40 em protótipo; em Equipamentos Eletroeletrônicos, 35 e 11 em protótipo; em Iluminação, 31 e 20 em protótipo; em Têxteis, 16 e 6 em protótipo; em Equipamentos de Construção, 12 e 6 em protótipo; em Equipamentos de Transporte, 5 e 5 em protótipo; em Trabalhos Escritos, não publicados 19 e, publicados, 13.

luminária Lift, de Fernando Prado, primeiro lugar em Iluminação, foi exposta em Milão em abril deste ano

 

Os Estados com mais projetos na competição foram São Paulo (285); Rio (63); Paraná (53); Santa Catarina (39); Rio Grande do Sul (38) e Minas Gerais (26). As demais inscrições vieram do Piauí, Pernambuco, Paraíba, Pará, Mato Grosso, Maranhão, Distrito Federal, Bahia, Amazonas, Alagoas e Acre.

O júri desta edição foi coordenado pelo arquiteto Giorgio Giorgi Jr. e formado por duas comissões.

André Vainer, Christian Ullmann, Délia Beru, Guinter Parschalk, Ivo Pons, Marili Brandão, Cíntia Malaguti, Ademir Bueno, Maria Regina Marques, Fernando Mascaro, Auresnede Pires Stephan, Marcelo Rosenbaum, Mônica Moura e Luis Antonio Jorge julgaram as categorias  mobiliário, utensílios, iluminação, têxteis, eletroeletrônicos, equipamentos de construção, transporte e protótipos de todas as categorias já mencionadas. Nelas os quesitos alanlisados foram originalidade, concepção formal, inovação tecnológica, adequação ao mercado, viabilidade industrial, qualidade e segurança, e proteção ambiental.

André Stolarski, Antonio Eduardo Pinatti, Rodrigo Vilalba, Evelise Grunow, Mauro Claro, Marina Chaccur, Fabio Mestriner, Fernando Serapião e Maria Cecília Loschiavo dos Santos julgaran os trabalhos escritos em duas categorias: publicados e inéditos

Segue a lista dos primeiros prêmios:

Mobiliário:
Paulo Alves da Silva Filho e Luís Fagner Koga Suzuki com a cadeira Atibaia, em catuaba.
Paulo Roberto Ceschin Foggiato com a linha de laminados de bambu cadeira Bambu, mesa Demoiselle e cadeira Lapa.


Utensílios:
Chelles & Hayashi Design com o cesto de compras Smarkt, em material não oxidável, fácil de esterilizar e reciclável.

Iluminação:
Fernando Prado com a luminária Lift, com sistema de apoio na parede e cúpula que se desloca sobre a haste.

Eletroeletrônicos:
Ronis Paixão, Paulo Aleixo Coli e Marcos Rocha com a lavadora semi-automática Latina Rubi;

Equipamentos de Construção
Ana Lúcia de Lima Pontes Orlovitz e Luiz Moquiuti Morales com a torneira da linha Twin

Equipamentos de Construção – Protótipos
Regis Romera, Marco Antonio Araujo, e Paulo Aparecido de Morais com o Kit Brasil, da Deca Duratex, capaz de economizar 30% de água em relação a uma torneira comum.

Têxteis:
Miriam Andraus Pappalardo com Colares Tubulares

Trabalhos Escritos:
Modernidade Verde. Jardins de Burle Marx”, de Guilherme Mazza Dourado, e “Nossa Bandeira”, de Joaquim de Salles Redig de Campos, como trabalhos publicados.
Design sem fronteiras”, de Lara Leite Barbosa, como trabalho não-publicado.

 

  

cadeira Atibaia, de Paulo Alves da Silva Filho e Luís Fagner Koga Suzuki

cadeira Lapa, de Paulo Roberto Ceschin Foggiato

 

 

Trimoto, menção honrosa em Transportes, de Rodrigo Schoenardie, Marcelo Saldanha, Eurico Schoenardie, Eduardo Cristal, Giovanni Saldanha, Diego Ivoti

Lavadora Latina Rubi, de Ronis Paixão, Paulo Aleixo Coli e Marcos Rocha

 

Louça Pespes, de Aleverson Ecker, Luiz Pellanda Jr., Henrique J. Serbena, da Holaria Studio, segundo lugar em utensílios

 

Mostra: 23º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira
Abertura da mostra e premiação: 24 de novembro, às 19h30
Visitação: 25 de novembro a 17 de janeiro, de terça a domingo, das 10h às 18h
Museu da Casa Brasileira: av. Faria Lima, 2.705 (tel 5511 3032-3727) São Paulo

Mara Gama às 09h40

Museu de Zaha Hadid em Roma

Aberto para visitação, o MAXXI, museu nacional do século XXI, em Roma. Foto Designboom

Aberto para visitação, o MAXXI, museu nacional do século XXI, em Roma. Foto Designboom

 

Com 29 mil metros quadrados de área total, sendo 10 mil metros destinados à área expositiva e 6 mil para serviços como auditório, biblioteca, livraria e centro multimídia, abriu para tour arquitetônico o museu nacional de arte do século XXI, em Roma, desenhado pela arquiteta iraquiana Zaha Hadid, Pritzker de 2004.

A obra consumiu 150 milhões de euros e 10 anos. A inauguração oficial é na primavera (européia) de 2010.

Crítica positiva no "The New York Times" considera a obra uma espécie de renascimento da Itália para a contemporaneidade. O crítico Nicolai Ouroussoff
finaliza seu texto como a frase: "Se o Papa (Urbano VIII) fosse vivo, estaria tomando café da manhã com Zaha Hadid planejando a próxima empreitada".

O crítico quer sublinhar a ousadia da construção, numa cidade em que a carga histórica parece ter sufocado a possibilidade de uma imagem do presente. Urbano VIII é tido como um dos grandes construtores de obras para marcar época, sem muitas preocupações com a preservação do patrimônio (se é que se pode falar na idéia de patrimônio no contexto italiano dos séculos 16 e 17, época em que Urbano VIII, da família Barberini, viveu) . 

Na fortificação do Castelo de Sant´Angelo, no Vaticano, mandou retirar vigas da época de Roma antiga para a fundição em canhões. 

Tido como bárbaro por conta desta e de outras iniciativas, Urbano VIII foi quem contratou o arquiteto e escultor Gian Lorenzo Bernini, maior nome do Barroco, para grandes obras em Roma. 

Mara Gama às 09h22

09/11/2009

Design sueco para crianças


O Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, vai mostrar de 18 de novembro a 17 de janeiro de 2009 um resumo do que o design sueco vem fazendo pelas crianças nos últimos anos.

A exposição "Sementes Suecas", que já esteve na Colômbia e no México, traz cerca de 50 produtos suecos entre jogos, brinquedos, roupas, móveis, utensílios, equipamentos feitos com a preocupação de proporcionar conforto, segurança, aprendizado e sobretudo atender ao projeto sueco de valorizar a infância, fundamental para a cultura moderna daquele país.

A abertura será no dia 17,  19h30.

No dia 18, 19h30, duas palestras com designers especialmente convidados para a mostra serão realizadas no Museu: “Design para crianças – quando apenas o melhor é suficiente”, com o designer industrial Jan Puranenm, da Ergonomidesign, de Estocolmo, e “Playgrounds temáticos na cidade de Malmö - arquiteto paisagista, designer e artista trabalhando juntos para recreação ao ar livre”, com as arquitetas paisageistas Karin Sjölin e Caroline Larsson.

Para colocar na agenda e não perder.

O blogdesign viajou a Estocolmo e a Malmö, a convite do Instituto Sueco, em setembro, para conhecer de perto alguns dos projetos que você verá aqui, nos próximos dias.

O Museu da Casa Brasileira fica na av. Faria Lima, 2.705 (tel 11 3032-3727),   Jardim Paulistano, São Paulo.

 

Mara Gama às 17h42

Inspiração na Bauhaus


peça de Claudia Moreira Salles

Um exposição de peças de design brasileiro comemora os 90 anos da Bauhaus esta semana na loja-galeria Ovo, na Vila Olímpia, em São Paulo.

 

Luminária de Fernando Prado

Entre os autores, Attilio Baschera e Gregorio Kramer, Candida Tabet, Claudia Moreira Salles, irmãos Campana, Fernando Prado, Luciana Martins e Gerson de Oliveira e Marcelo Rosenbaum.

peça de Gerson de Oliveira e Luciana Martins

Na abertura, nesta terça, 10, 19h, haverá um debate com os designers e a curadora, Clarissa Schneider.

 

peça dos Campana


A Ovo fica na rua Gomes de Carvalho, 830, São Paulo.

Mara Gama às 16h22

Mesa discute Lina Bo Bardi e a arte popular e o design brasileiros

 



Na terça, dia 10, 20h, a galeria Pontes, em São Paulo, faz uma mesa redonda sobre a contribuição da arquiteta Lina Bo Bardi para o pensamento, a exposição e a compreensão da arte popular e do design brasileiros.


Participam do debate o museólgo e crítico Fabio Magalhães, que foi curador-chefe do MASP, secretário da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, diretor da Pinacoteca e do Memorial da América Latina; o arquiteto Andre Vainer, que integrou a equipe de Lina em grandes projetos, realizou a mostra do acervo de arte popular no Solar do Ferrão na Bahia e é o autor do projeto de recuperação do Solar do Unhão, onde está instalado o Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador; a jornalista, professora e crítica de design Adélia Borges, que dirigiu o Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, de 2003 a 2007; a designer e consultora Baba Vacaro, que faz a direção de criação da Dominici e da Dpot; o arquiteto Giancarlo Latorraca, que integrou a equipe de Lina na restauração do Palácio das Indústrias e é diretor técnico do Museu da Casa Brasileira; o jornalista e arquiteto Pedro Ariel Santana, autor de  “Artesãos do Brasil” e redator-chefe da revista Casa Claudia, da Editora Abril, e esta blogueira.

A galeria Pontes fica na rua Minas Gerais, 80, em Higienópolis. O encontro começa as 20h.

Mara Gama às 14h49
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Mara Gama é jornalista com especialização em design.

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