09/11/2011

Residências em São Paulo, de Marlene Acayaba, ganha nova edição

 


Bola, de Eduardo Longo, construída entre 1974 e 1979, vista da fachada da rua Amauri 

Com uma nova tiragem de 2 mil exemplares, será relançado pela primeira vez o Residências em São Paulo - 1947/1975, da arquiteta Marlene Acayaba, livro que é guia para estudantes da arquitetura da cidade desde o fim dos anos 1980, quando foi editada a primeira versão.

Esgotado há muitos anos, o livro chegou a ser vendido em sebos por até R$ 700, conforme sua autora. Com riqueza de fotos, plantas, fichas e descrições, é referência tanto como documentação descritiva e analítica como pela metodologia.

`O livro é usado pelos alunos de graduação, quando fazem estudo de uma obra e realizam sua maquete. Depois, os alunos continuam a usar para conhecer a arquitetura paulista em cursos específicios. Na pós-graduação, é muito utilizado como exemplo de pesquisa e também porque existe hoje um grande interesse em estudar as casas modernas de suas cidades`, conta Marlene Acayaba.

Residência Milan, em foto do livro de Marlene Acayaba

Marlene conta que começou a pensar na republicação quando começou a fazer um blog, em 2008, e a ter contato com estudantes de arquitetura pelo país que mencionavam o livro. Publicado pela primeira vez em 1987, pela editora Projeto, o livro é o primeiro da coleção de fac-similes da editora Romano Guerra. Os fotolitos originais foram danificados. 

Segundo Marlene, o seu estudo mostra como os arquitetos paulistas, pela inexistência de oportunidades no setor público no período dos anos 50, 60 e 70 acabavam experimentando suas ideias nos projetos privados. `Isso permitiu esta coleção de casas onde fica exposto um certo jeito de viver que é característico de uma arquitetura de vanguarda em São Paulo`, diz.


Residência Paulo Mendes da Rocha, dos anos 1960

Segundo a autora, apenas uma das 43 casas retratadas no livro foi demolida.

Apesar de hoje muitas casas serem construídas em áreas fora da cidade, em condomínios, Marlene aponta um outro fenômeno na arquitetura residencial da cidade - a construção em pequenos lotes pequenos, de 90 metros quadrados, mais baratos e mais comuns.

Marlene se divide hoje entre pesquisas sobre a FAU, um livro sobre as casas ecológicas de Marcos Acayaba e um estudo sobre as casas de Oscar Niemeyer.

"Residências em São Paulo - 1947/1975" vai ser lançado nesta quinta, 10 de novembro, no Museu da Casa Brasileira (av.Brigadeiro Faria Lima, 2.705), com palestra da autora, `as 19h30. Veja mais fotos do livro aqui.

 

Mara Gama às 23h20

08/11/2011

Marcio Kogan está no próximo Casa Brasileira, da GNT

Está no ar a nova temporada do Casa Brasileira, série de TV semanal sobre o jeito brasileiro de morar, exibida no GNT sextas, 22h30. O programa destaca a cada episódio um arquiteto e um morador de uma casa ou ap construído ou decorado por ele.

A série é dirigida por Alberto Renault e roteirizada pela designer Baba Vacaro.

No primeiro programa, dia 4 de novembro, o destaque foi Arthur Casas, com depoimento do morador Murilo Rosa.

Esta semana, o arquiteto é Marcio Kogan, com depoimento de Bruno Gagliasso.

Nas próximas semanas, aparecem os arquitetos Beto Figueiredo e Luiz Eduardo de Almeida, com depoimento de Malu Mader, Luis Eduardo, Ana Maria e Guto Indio da Costa, com depoimento de Ana Carolina, Lia Siqueira, com depoimento de Patricia Pilar, Freusa Zechmeister, com Maitê Proença, Isabel Duprat com Carolina Ferraz e Maneco Quinderê com Hélio de La Peña.

Falamos do Brasil através do morar, numa divertida viagem pela intimidade das pessoas, ricas e pobres, célebres ou anônimas, guiados pelo olhar de nossos protagonistas. Neste passeio pelos nossos hábitos, tradições e particularidades, falamos do homem ao falar de arquitetura, define Baba Vacaro.

Mara Gama às 21h39

06/11/2011

Começa Invasão Nórdica em SP

Uma seleção de projetos e objetos premiados nos mais importantes concursos de design na Finlândia, Suécia, Dinamarca, Noruega e Islândia estão na mostra de design nórdico que o Museu da Casa Brasileira (MCB) abriga a partir da segunda, dia 7.

Além da oportunidade de ver os projetos excelentes, que foram chancelados por júris representativos do pensamento do design internacional, a mostra é uma chance de conhecer as diferentes abordagens, abrangências e critérios dos concursos, entre eles o dinamarquês Index, um dos mais prestigiosos do mundo (e também o que dá o maior prêmio em dinheiro).

capacete inflável das designers suecas Anna Haupt e Terese Alstin, vencedor do Index de 2010 

Entre os concursos de design estão também o IVAA e o Grapevine, da Islândia, o Design S da Suécia, o Design Excellence e o Young Talent, conferidos pelo Conselho Norueguês de Design, o Danish Design Prize e os prêmios Kaj Franck e Fennia, da Finlândia.

 

a luminária Medusa, de Mikko Paakkanen para a Saas, vencedor do Fennia de 2009, tem um motor e se movimenta

Peepoo, de Wilhelmson, Thuvanderj e Wirseen, é um saquinho sanitário que transforma excretas humanos em fertilizante, vencedor do Design S de 2010 

 

Manoplas personalizáveis para as ferramentas criadas pelo estúdio Ergonomidesign, vencedoras do concurso Design S de 2010 

 

cadeira do designer Hannu Kahonen, vencedor do prêmio Kaj Franck de 2010

O fundador e diretor da Semana de Design de Helsinque, Finlândia, Kari Korman, comanda uma visita guiada `a mostra nesta segunda, `as 19h30, para apresentar ao público a seleção de objetos e fotos e falar sobre a história e a importância dos prêmios que avaliam a produção escandinava.

A mostra no Museu da Casa Brasileira (que fica até 15 de janeiro) é o primeiro de uma série de eventos que acontecem em novembro e dezembro batizados de Invasão Nórdica e organizados pelas representações diplomáticas dos cinco países.

A programação segue na terça, 8, com uma palestra de Korman sobre a semana de Design de Helsinque e o projeto do ano do design na capital finlandesa (The World Design Capital Helsinque 2012), na loja Scandinavia Designs, nos Jardins (r. Barão de Capanema, 559). Escrevi sobre o ano do design em Helsinque para a revista Serafina, da Folha de S. Paulo. Assinantes do UOL e da Folha têm acesso aqui.

No dia 29 de novembro, as 19h30, a designer sueca Ewa Cumlin, diretora da Svensk Form (Swedish Society of Crafts and Design), e o norueguês Torbjørn Anderssen, do escritório Anderssen & Voll, participam de um seminário sobre prêmios de design e globalização mediado pela jornalista Adélia Borges. O seminário comemora os 25 anos do Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira.

O MCB fica na av. Faria Lima, 2705, São Paulo.

 

Mara Gama às 11h55
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Mara Gama é jornalista com especialização em design.

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